terça-feira, 13 de março de 2012

À sua procura, Felicidade

Costumava procurar a Felicidade. Procurava em sorrisos, em beijos, em olhares. Buscava nos amigos, nos próximos, nos livros, nos amores. Felicidade não era facilmente encontrada. Era momentânea. Por ora, sentia-me feliz ao ter-me envolvida em um abraço, sentia-me bem ao ter alguém. Felicidade era fugitiva, facilmente capturada, facilmente perdida. Tentava entender essa pequena luz que vagava nos meus sonhos e iluminava poucos de meus dias, tentava agarrar com todas as minha forças e guardá-la na vasilha maior que tivesse, para que tivesse bom conforto. Nada adiantava, Felicidade sempre arrumava artimanhas para escapar dali. Notava que algumas pessoas por quem me encantava possuíam aquela pequena luz de sobra, e às vezes compartilhavam-na. Onde é que encontravam tanta Felicidade? Eu precisava. Mas era preciso descobrir como tê-la, como mantê-la. Felicidade essa que eu queria não podia ser capturada, precisava ser produzida. É isso, descobri! Buscar em outras pessoas não era mais necessário, eu aprendi o segredo. É preciso saber ser feliz em sua essência, saber viver com a sua própria Felicidade. Na solidão encontrei minha calmaria, encontrei o segredo pra vida. Viver sem depender da Felicidade alheia, e se possível for, multiplicá-la com alguém. Mas nunca, nunca mesmo, sobreviver da Felicidade de outro, porque esta, meu amigo, esta lhe escapa. A sua, sempre será apenas sua. (Morphine)

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