sábado, 24 de março de 2012

Não te esqueci, meu bem

“Como se eu pudesse voltar no tempo, me aconchego em um macio travesseiro velho, fecho os olhos e me lembro de você, de nós. Eu prometi há dois anos, nunca esquecê-lo, e foi o que fiz. Você continua aqui comigo, nos momentos em que bate a solidão, e eu me recordo de tudo, das brincadeiras, dos apelidos bobos, dos abraços, do seu sorriso. Como eu queria tê-lo de novo, meu amigo. É, assim começamos… amigos. Como queria encontrar-me envolvida em seus braços, ter meu porto seguro mais uma vez. Eu posso ter superado, aquela dor que sentia quando lhe perdi, não sinto mais… mas, como posso esquecer algo como isto?Ainda espero encontrá-lo em outro alguém, mas sei que nunca encontrarei alguém como você. Meu primeiro amor, a primeira vez que disse ‘eu te amo’ para alguém. A paixão que não assumi por algum tempo, o nosso breve namoro, o fim tão repentino. Você pode me perdoar? Por não ter sido boa o suficiente, por não demonstrar tamanho amor que sentia, por ter medo, me desculpa? Eu queria ter sido algo mais para você, gostaria que você não tivesse me esquecido tão rápido, não queria que tivesse acabado… por mim poderia ter durado para sempre! Eu sei, pode parecer estranho, alguém tão jovem como eu, desejar algo tão impossível. Afinal, nada dura para sempre eu eu sabia disso. E, embora já não sinta mais o que sentia antes, saiba que essas lembranças nunca irão se apagar em mim, eu nunca irei esquecê-lo, meu amor. Escrevi para você outra vez, para lembrar-me sempre disso. Eu ainda espero que, um dia, daqui a cinco anos talvez, encontrá-lo na rua, e nós conversarmos por algum tempo, enquanto eu admiro esse teu sorriso bobo e teus olhos penetrantes que você sempre teve, nunca irei esquecê-los.  (Morphine) 

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