quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Mas e se eu não for?

Eu vivo no meio de incontáveis dúvidas, pensamentos, sentimentos, segredos. Eu vivo dentro de mim, que sou tudo e ao mesmo tempo nada. Eu vivo dentro de um turbilhão, porque todos nós somos isso: um amontoado de coisas que ficam voando dentro do nosso corpo. São pessoas, músicas, fatos, conhecimentos, sentimentos, tudo misturado num só recipiente que é a mente. Somos um furacão de fraquezas envolvidas por uma fortaleza. E eu escrevo para liberar ao menos parte dessas incertezas, medos e confusões. Mas há coisas que nem eu consigo jogar para fora. São coisas que eu tenho medo de dizer, que eu tenho medo de descobrir, que não quero que me atrapalhe. São inseguranças maiores. Eu nem sei de mim. Eu sei que sou isso, e aquilo. Mas não sei bem, o que é. Sei que sou um conjunto de átomos, talvez poeira estelar, células, corpos estranhos, ossos, músculos. E depois disso, o que me faz viver? Eu sou oca? A questão é que não sei de nada. Eu mal sei de mim, e muito menos sei do mundo e dos outros. Eu vivo de dúvidas, talvez. E algumas dúvidas me pertubam mais que as outras, estas talvez eu não deva soltar. Eu sou humana, certo?

Ana F.

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