Alguns pássaros voam para longe do frio, sabem que ele está próximo, e vão em direção ao calor. Já eu, Antônio, não sou pássaro. Se fosse, voaria para ti, que me causa tanta queimação no peito, e me protege de todo o frio que existe no mundo. Sabe que me arde ir ao teu encontro, sinto-me à beira do inferno, se é que ele existe. Sabe que me faz perder a cabeça estar correndo da tua presença, mas é o melhor para mim, eu fugi outra vez. Eu não sou pássaro. Eu fugi do teu calor, eu preferi o frio.
Porque o que tu me causas inebria-me da ponta dos pés até a cabeça, e me queima. Tu me queima, mas não me aquece. Eu fugi, porque eu pensei que poderia te amar, e não era a ti que eu queria amar. Eu fugi, porque o morno da paixão que tu me fazia sentir, estava se tornando mais quente, e começou a arder, e tornar-se amor. Eu fugi, porque tive medo.
Tu sabes, Antônio, que o café que tomei na cidade para onde fugi, nem se compara ao teu, na verdade, eu quis voltar naquele dia, só pra matar a saudade que eu não nego de sentir, não só dos cafés que tomávamos, mas também de você. O teu abraço sempre vai ser o melhor, e eu não acho que alguém vá ocupar o teu lugar um dia, ninguém nunca vai conseguir chegar no meu coração tão fácil quanto você chegou, mas, meu bem, é só. Porque o que houve, ficou para trás. Desculpa o meu exagero, eu costumo dramatizar tudo, mas eu realmente fugi, e não tem volta.
Só sei que se os pássaros voarem para você, não será surpresa. Eu não sou pássaro, e nunca serei. Com amor, Luna.
(Ana F.)
O pior final é aquele em que não acaba.
ResponderExcluirGK
Exatamente isso que queria passar. Essa prosa é baseada na história que estou escrevendo. Ainda estou publicando, se quiser dar uma conferida, tá aqui: http://i-tinerante.blogspot.com :)
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