sábado, 7 de julho de 2012

É fácil viver com você

Eu me perguntava se seu sentimento era tão infinito quanto dizia. Já aprendera que nada durava, e que hora ou outra, as pessoas se cansavam. Mas você naõ se cansaria? Eu tinha medo de me cansar primeiro, porque eu preferiria ser machucada à machucar você. É que tudo parecia ir tão bem, e só ia melhorando; eu estava feliz, e isto estava estampado na minha face, e todos notavam que eu encontrei você, e todos me perguntavam, e todos sorriam. Achavam engraçado eu ter alguém. Achavam que eu não encontraria você. Achavam que eu era pequena demais para abrigar alguém no peito. Mas, você não se perguntou, não teve receio? De que eu me cansasse, de que eu ferisse, de que eu fosse embora? Preferiu arriscar? Eu me lembro bem de ter-lhe avisado.
Me diz, que vida é essa que a gente não escolhe quem quer amar, e quem quer gostar? Por que foi feita tão complicada assim? Me diz, é possível viver sem chorar? Eu não vivi quase nada, e já chorei inúmeras vezes. Eu não vivi quase nada, e já gostei de tanta gente; e já machuquei, e já fui machucada. E eu passei a não gostar do mundo, das pessoas. Mas, bem ali do meu lado, enquanto eu desorientava-me, estava você, orientando-me. Sabe, eu nunca gostei muito dessa gente, desse mundo, mas eu gosto de você.


(Ana F.)

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