Adoro observá-los. Jovens e tão cheios de vida. Eu me sinto tão velha ao vê-los. E olha, não tenho mais que quinze anos de idade! Mas sou tão penseira, sou tão quieta e envelhecida. É que quando vejo todos eles reunidos, tão cheios de sorrisos, vivendo e com tantos amigos, me dá vontade de ser outro alguém. Eu tenho vontade de gritar: "ei, sejam meus amigos!". Eu quero sair para dançar, experimentar todo tipo de êxtase, beijar, abraçar, e sentir a felicidade de ser juvenil. Dizem que é a melhor fase das nossas vidas, mas parece que a minha já se foi. Eu nasci velha? O que houve comigo, que sinto que não aproveito nada? Quando penso na minha vida, parece que não terei tempo de fazer nada, e que minha vida já acabou. Será que no futuro, aproveitarei mais? Eu não quero ser alguém sem vida, ou digamos, que não viveu! Eu quero ser eu, e quero ser agora! Mas eu fui criada em uma bolha. Veja bem, há tantas coisas que eu quero fazer, há tantas coisas que eu quero gritar, há tantas coisas que eu quero ser. Eu quero fazer tatuagem, piercing, quero pular de uma ponte, beber até cair. Quero gritar na porta da sua casa que te amo, quero gritar por liberdade, quero gritar por mais amor. Quero ser rebelde, quero ser poeta, quero ser tambor! E que, por favor, eu possa ser tudo isso em uma só vida.
(Anna)
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