(Anna)
domingo, 22 de abril de 2012
De você, estou cheia.
Se, num certo e belo dia, eu parar à sua porta e gritar pelo seu nome, por favor não me ignore. Eu estarei no meu limite. Por tanto tento guardei todo esse amor por você, e não derramei muitas lágrimas. Por tanto tempo, te admirei e nada falei. Essa grande pessoa que você é nunca amou a mim, certo? Pois eu amei você desde que o conheci. Eu era pequena, e não conhecia a vida direito. Você me salvou da minha primeira decepção, e com você, eu achei que não me decepcionaria. Foi dolorido ter que deixá-lo ir. Não doeu em você, eu tenho certeza. Eu queria tanto e tanto que você voltasse a gostar de mim, eu queria tanto que num certo dia, lhe encontrasse numa daquelas esquinas que costumávamos nos encontrar e trocar um abraço, onde meu coração contaria ao seu que nunca o esqueci. Por que?! Por que não pude dizer tudo o que tinha para dizer? Foi o meu fim, e eu o odiei. Eu tentei superar, aquela saudade de me encontar nos seus braços nunca passou. Acredita, querido, que passados dois anos, eu ainda não superei? Embora eu tenha conhecido outras pessoas, nenhuma delas comparou-se a você. Lembro-me da última vez que o ouvi tocar violão, numa apresentação para poucas pessoas. Quem me visse naquele momento, veria o quanto eu te amava: meus olhos não desgrudavam de você, e brilhavam com as lágrimas que se formavam. E olha que eu não sou de chorar muito! Meus olhos, apesar de fixados em você, não encontraram em momento alguns os seus, e isso doeu. Aguardei, aguardei, aguardei por tanto tempo algum retorno, alguma ajuda, algum sinal, que por tanto tempo sofri. Nada me veio. Eu me enchi de você, e mesmo transbordando, até hoje, de você não esvaziei. E sinceramente? Não quero mesmo. Apesar de tudo mesmo, apesar de todas as decepções, e apesar de toda a pequena porcentagem de ter você, ainda resta uma gota de esperança. E é nessa gota que me apoiarei para sempre.
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