terça-feira, 5 de junho de 2012

Não encontrei a cura

Quando notei que já estava machucando, eu procurei ajuda lá fora. Eu passei por três médicos, comprei diversos remédios e ainda passei por uma reabilitação. Eu visitei centros dentro de mim que nem eu conhecia. Acredite, eu procurei várias maneiras de tirar você de mim. Eu precisava, até porque, uma hora faria-me mal. Mas não adianta: você é uma doença que eu não consigo curar. Você é um vício que eu não consigo largar. Você é um câncer que não consigo expurgar, e que me mata, mata devagar.

Mas eu posso admitir? É um ótimo jeito de morrer. Não é depressa, nem de repente. Pode levar anos, uma vida inteira, pode ser daqui a dois meses. Mas eu saberei que eu morri te amando e mais ninguém. Eu escolhi morrer de amor, ou morrer amando. Eu não quero morrer vazia, por isso se eu não amar mais ninguém depois de você, ainda estarei cheia de amor. Posso admitir mais outra coisinha? Eu não canso. Eu posso sentir dor e ficar penando sozinha, de tanto lhe amar, mas eu sempre continuo com você aqui dentro. Você é lindo aos meus olhos. Você é incrível, tenta sempre ser o melhor, e não sabe que já é. Eu espero poder dizer isto algum dia. 

E o pior disso é que eu aceito esta condição, de viver assim, tentando te tirar de mim, e te amando do mesmo jeito. Mesmo sabendo que vai me matando. Mesmo sabendo que se eu continuar, vou ficando mais só. O pior é que eu fico esperando. E permaneço. Sempre, sempre e sempre. E às vezes, peço do fundo do coração, que alguém me chame para viver, que alguém me ajude a sair desse transe que me prende a você.

(Anna)



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