Amor, quantos adeus
tentei te dar?
Quantos textos escrevi
pro vento levar?
Inúmeras palavras redigi.
E que palavras são essas,
que tanta gente atiraram,
mas são incapazes
de te levar?
Eu me virei do avesso.
E já renovei os conceitos,
ouvi músicas novas,
perdi amigos e ganhei também,
mas você permaneceu.
E essa sua presença que me assombra.
O que faço com ela?
Que me salva tantas vezes
de meus pesadelos,
Mas me mata,
de tanto te amar.
Eu estou melhor, mas falta você.
Olha agora!
Forte e sábia,
mas fraquejo
por você.
Então me despreza e me pisa.
Mas vem cá,
e grita comigo,
e me cospe,
e me diz que não vai voltar.
Faz eu te perder.
Me diz
que não é você
que desta vez
me levará para casa.
Já que ao menos não consigo esquecer.
Faz com que eu te odeie,
uma vez sequer!
Talvez assim,
eu possa matar o seu eu em mim.
Mas veja bem, meu bem.
É inevitável.
Eu te amo.
E ponto
final.
(Anna)
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